Instrumento de autoconhecimento clínico-espiritual para reconhecer a imagem de Deus que opera abaixo da palavra.
Não classifica caráter nem julga sua relação com Deus, e não substitui acompanhamento espiritual ou clínico. Apenas revela o que opera abaixo da palavra.
Não mede o quanto você acredita. Apenas devolve o que já está dentro de você.
Traz à consciência a imagem inconsciente de Deus que sustenta sofrimentos que não cedem só com doutrina.
Ponto de partida para um discernimento mais profundo, que pede companhia madura, espiritual ou clínica.
Honestidade. Responda pelo que você sente, não pelo que sabe que deveria sentir. Essa diferença é exatamente o objeto do diagnóstico.
Vagar. Reserve um tempo sem celular, sem interrupções. Cada capítulo abre uma dimensão diferente da sua relação com o sagrado. Não tenha pressa.
Companhia. Se o que aparecer for maior do que você pode sustentar, pare e procure alguém de confiança. Trabalho profundo não se faz em isolamento.
Pratica a fé hoje: as referências católicas vão soar familiares e diretas.
Outra tradição cristã: o essencial (Escritura, psicanálise, estrutura das imagens) é comum; leia adaptando às suas chaves.
Afastado, em dúvida ou em busca: talvez funcione melhor ainda, porque as imagens infantis operam com mais força em quem se afastou.
Agnóstico ou ateu: você carrega "um Deus em quem não acredita", e essa imagem é precisamente o objeto deste diagnóstico.
São 7 capítulos e 32 questões. Cada questão traz oito afirmações; marque uma única, a que mais se aproxima da sua experiência real, não da mais nobre. Se duas se aplicarem igualmente, escolha a que aparece primeiro.
Não há resposta certa ou errada: cada alternativa corresponde a um perfil, e a frequência das escolhas revela o(s) perfil(is) dominante(s) da sua imagem de Deus.
Magistério e Tradição: Catecismo, Vaticano II, Bento XVI, João Paulo II, Agostinho, Inácio de Loyola, Teresinha, João da Cruz.
Escritura: Lucas 15 · Romanos 5,8 · Romanos 8,14-17 · Salmos 23/27/51/103/139 · Isaías 43,1 · 1 João 4,18-19.
Psicanálise: Freud · Lacan · Ana-Maria Rizzuto · Winnicott · Antoine Vergote.
A frequência de cada perfil revela a imagem de Deus que predomina em você.
Leia primeiro o seu perfil dominante. Depois os secundários. Sempre termine pelo (H), a referência de saúde para onde tudo aponta.
Acompanhamento espiritual regular. Confessor, diretor espiritual ou mentor de fé. Se você não pratica, comece pequeno: leituras, conversas, retiros pontuais.
Exposição à imagem revelada. Para quem pratica, vida sacramental constante; para quem busca, leitura paciente do Evangelho e dos Salmos.
Leitura da Escritura com lápis na mão. Lucas 15 inteiro, Salmos 23/27/51/103/139, Romanos 8, 1 João 4.
Honestidade interior. Espaços de silêncio para deixar emergir o que normalmente fica abaixo da palavra.
Considere análise ou psicoterapia séria se reconhece um ou mais destes marcadores: perfil deformado dominante que persiste apesar de trabalho espiritual; experiências precoces pesadas (abuso, abandono, negligência); padrões repetitivos que reconciliação e direção não destravam; desproporção crônica entre o que sabe e o que sente; sintomas que ultrapassam o terreno espiritual (ansiedade, depressão, vícios).
Cuidado espiritual e clínico não competem, colaboram. Onde a análise traz à luz, a reconciliação integra na graça. É a aliança de Fides et Ratio: fé e razão se sustentam mutuamente.